segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Leopardo-Das-Neves



Leopardo-das-neves (Uncia uncia) é um felino que habita as grandes altitudes da Ásia central, principalmente o Tibete, o Nepal, a Índia, o Paquistão, o Himalaia e o monte Everest. Pouco se sabe a respeito desse animal arredio e solitário, que raramente é visto por seres humanos.

Características

Durante séculos, o leopardo das neves, originário da Ásia Central, tem sido alvo de mistério e folclore. Por exemplo, as pessoas dos vilarejos da Ásia Central acreditam que os leopardos das nevesnão comem a carne das suas presas, alimentando-se apenas do seu sangue (esta crendice é explicada pelos pequenos orifícios deixados pelos caninos dos leopardos, quando eles sufocam suas vítimas e pelos exemplos do abandono da presa antes da alimentação, quando os animais são molestados pelos nativos).
Os leopardos das neves estão distribuídos esparsamente e descontinuamente pelas montanhas da Ásia Central (conhecida como “O telhado do Mundo”), com uma população de tamanho desconhecido. Habitam zonas alpinas e sub-alpinas, são encontrados em áreas acima de 3000m do nível do mar. Durante o verão, podem ser encontrados em altitudes superiores a 5000m. Geralmente estão associados com ambientes áridos e semi-áridos.
Estes animais são caçadores oportunistas, que podem predar desde um Yak (que pesa mais de 200 kg) até um pequeno veado almiscarado (que pesa somente 10 kg). Podem também predar aves como o faisão ou as pequenas marmotas. Trata-se de um animal pouco estudado, devido a seus hábitos reservados, poucos exemplares, distribuição esparsa e dificuldade das condições do seu habitat. São animais que medem, de cabeça e corpo até 1300mm e a cauda que chega a 1000mm.
Fêmeas podem pesar até 40 kg e machos até 55 kg. A sua coloração varia do cinza claro ao cinza escurecido, com as partes inferiores quase brancas. Todo seu corpo é recoberto por rosetas e manchas. A cabeça é relativamente pequena e o pêlo é bastante longo. Os bebês (em média 3), nascem em abrigos nas rochas, após um período de gestação de aproximadamente 103 dias. Pesam ao nascer aproximadamente 450g e abrem os olhos após 7 dias. Começam a ingerir alimento sólido aos 3 meses de idade.

Jaguatirica



As jaguatiricas são capturadas por caçadores interessados em sua pele, considerada uma das mais belas que existem. Por isso, elas vivem sob risco de extinção. Quando não é perseguida pelo homem, a jaguatirica caça roedores, peixes, porcos selvagens e répteis para se alimentar. Habita florestas tropicais e regiões secas das Américas.
Alimenta-se de mamíferos pequenos e médios, como roedoresmacacosmorcegos e outros. Come também lagartoscobras e ovos de tartarugas. Caça aves, e alguns são bons pescadores. A jaguatirica mede entre 65 cm e um metro de comprimento, fora a cauda, que pode chegar a 45 cm. Pesa entre 8 e 16 kg. Também é chamado onça-pintada, no entanto a onça (Panthera onca) é maior, podendo atingir 2,10m.
Seu status é considerado pouco preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (2002) e em perigo pela USDI (1980), apêndice 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. Está desaparecendo pela ação dos caçadores que querem sua pele. O mercado negro é alimentado pelo costume adoptado em muitos países de transformá-lo em animal exótico e de estimação.


Projetos que auxiliam a vida



É impossível dizer com precisão quantas espécies animais e vegetais correm o risco de extinção no mundo. Só no Brasil, sabe-se que são mais de 300, um número vergonhoso para um país com tanta variedade biológica. A maior esperança de auxílio às espécies ameaçadas vem do trabalho feito por organizações de defesa ambiental, formadas por profissionais ou voluntários interessados em contribuir com a preservação da vida no planeta
Criado em abril de 1995, o Projeto Mamíferos Marinhos é uma entidade sem fins lucrativos. Mas conhecido como Mama, tem como prioridade incentivar a proteção desses animais na costa do estado da Bahia. O projeto estuda o comportamento de baleias, botos e golfinhos, analisa a influência das atividades humanas sobre essas espécies e desenvolve trabalhos com pescadores e moradores locais explicando-lhes a necessidade de preservação da natureza. Assim, a entidade vem ajudando a reduzir o risco de extinção que atingia os animais da região.
Boto-Marinho
Conhecida no Brasil como Fundo Mundial para a Natureza, a WWF está presente no país desde 1971. Ela atua em diversas regiões em que a natureza corre perigo, como a Amazônia e o Pantanal Mato-Grossense. O cerrado, área do Centro-Oeste, e a Mata ATlântica, do Sudeste, são lugares em que a WWF também desenvolve projetos que buscam o equilíbrio entre a atividade humana e o ambiente. Dentre seus trabalhos, destaca-se a atuação no projeto de recuperação dos micos-leões-dourados.
O Projeto Tigre foi criado na Índia para salvar os tigres, em risco de extinção por causa da caça e da devastação das florestas onde vivem. Algumas espécies já foram extintas, como os tigres de Bali e de Java, ilhas asiáticas. Em 1930, havia cerca de 40 mil tigres no mundo. Em 1972, quando foi criado o projeto, restavam apenas 1.800. Com a caça proibida e a criação de reservas, em 1990 o número de tigres aumentou para 5 mil. Mas os chineses acreditam que eles têm poderes medicinais e voltaram a caçá-los para fazer remédios.

Tigre da Tasmânia



tilacino (Thylacinus cynocephalus), comumente conhecido como lobo-da-tasmânia ou tigre-da-tasmânia, foi o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos. Nativo da Austrália e Nova Guiné, acredita-se que se tornou extinto no século XX. Foi o último membro de seu gêneroThylacinus, ainda que diversas espécies relacionadas tenham sido encontradas em registros de fósseis datando desde ao início do Mioceno.
Os tilacinos foram extintos da Austrália continental milhares de anos antes da colonização europeia do continente, mas sobreviveram na ilha da Tasmânia junto com diversas espécies endêmicas, incluindo o diabo-da-tasmânia. A caça intensiva encorajada por recompensas por os considerarem uma ameaça aos rebanhos é geralmente culpada por sua extinção, mas outros fatores que contribuíram podem ter sido doenças, a introdução de cãesdingos e a intrusão humana em seu habitat. O último registo visual conhecido ocorreu em 1932 e o último exemplar morreu no Zoológico de Hobart em 7 de setembro de 1936. Apesar de ser oficialmente classificado como extinto, relatos de encontros ainda são reportados.
Como os tigres e lobos do hemisfério norte, dos quais herdou dois de seus nomes comuns, o tilacino era o predador-alfa da cadeia alimentar. Como um marsupial, não era relacionado a estes mamíferosplacentários, mas devido a convergência evolutiva, ele demonstrava as mesmas formas gerais e adaptações. Seu parente mais próximo é o diabo-da-tasmânia.
O tilacino era um dos dois únicos marsupiais a terem um marsúpio em ambos os sexos (o outro é a cuíca-d'água). O macho tinha uma bolsa que agia como um revestimento protetor, protegendo os órgãos externos do animal enquanto este corria através de mata fechada.

Coala


coala (nome científicoPhascolarctos cinereus, do gregophaskolos, bolsa + arktos, urso e do latimcinereus, acinzentado) é um mamífero marsupial da família Phascolarctidae endêmico daAustrália. Originalmente era encontrado do norte de Queensland até o extremo sudeste da Austrália Meridional.
Os coalas vivem em média 14 anos. Vivem em eucaliptos de onde tiram seu alimento. Passam em média 14 horas por dia dormindo e descansando, e o restante em busca de alimento. Sua bolsa marsupial situa-se na barriga. O filhote fica lá até crescer, e depois fica agarrado às costas da mãe até tornar-se adulto.
Estes marsupiais encontram-se em via de extinção desde o início da colonização inglesa da Austrália, quando surgiu o hábito de matá-los para usar sua pele. Hoje, a caça não é o maior risco mas sim as queimadas nas florestas, que matam muitos animais, e a eliminação das árvores onde vivem, tanto por queimadas quanto por lenhadores. Ao perder a sua casa e alimento, o coala se muda e pode chegar a povoamentos ou cidades, onde morre por atropelamento ou é caçado por cães.

Distribuição geográfica e habitat

Coala escalando uma árvore
Os coalas e a maioria dos marsupiais só são encontrados na Austrália. Sua abundância na Austrália deve-se à separação entre aquele continente e outras massas terrestres antes que os mamíferos placentários pudessem se estabelecer ali. O coala acabou por ser vítima da caça e da destruição do seu habitat florestal. Antes da chegada da homem branco, em finais do século XVII, este marsupial ocupava uma superfície três vezes mais vasta do que a atual. Este animal foi recentemente introduzido ou reintroduzido em algumas ilhas perto da costa, bem como no interior do país. Estas novas populações foram o fruto de estudos científicos que deram valiosa contribuição para o conhecimento dos comportamentos da espécie.

Animais em extinção no Brasil

Lista dos animais em extinção no Brasil

O número de animais em extinção infelizmente cresce a cada tempo, isso ocorre porque muitas pessoas ainda não percebem que estão fazendo, além de infligindo à lei, estão prejudicando os seres vivos. A venda desses animais mesmo sendo proibida acaba atraindo a atenção de gente que não liga para o meio ambiente. Para melhorar essa situação, organizações de proteção dos animais tentam criar animais com perigo de extinção para evitar que eles acabem.
Todo esse cenário a cada dia só assusta mais, os exploradores de animais capturam, matam animais em território dos próprios animais, se fosse ao contrário iria ver se o homem  iria gostar, se os animais tivessem vindo para a cidade, matando, destruindo nossa cidade, até teria sentido o que vem ocorrendo, mas não os homens por instinto selvagens vão até as matas e florestas apenas com a intenção de atacar e capturar os animais que cada vez mais sofrem! Sem contar que as nossas florestas também a cada dia está mais devastada, se não bastasse as nossas matas, agora são os animais? Onde tudo isso parar?
É lamentável, o homem está chegando ao limite, o interesse dos mesmos é somente atingir um bom nível social, mesmo que para isso tenham que passar um carro em cima de qualquer um. Esse é o mundo capitalista que cada invade florestas, matas para capturar animais, para em troca? Vende-los, usar suas peles, enfim para se beneficiar e ganhar dinheiro em cima dos pobres animais.

Lista dos principais Animais Extintos no Brasil e no Mundo com Fotos

O planeta Terra abriga milhares de espécies de animais de todos os tipos – aves, mamíferos, répteis, anfíbios, etc. A lista dos animais habitaram o nosso planeta é imensa, mas podia ser bem maior se muitas espécies não fossem extintas. Infelizmente, a lista de Animais Extintos está prestes a crescer nos últimos anos, já que vários fatores contribuem para isso como a caça predatória, poluição, desmatamento, urbanização mal planejada. Os seres humanos acabam sendo os grandes responsáveis por grande parte dos animais extintos. Confira a seguir detalhes sobre esse assunto e uma lista de Animais Extintos.
Todos sabem que os Dinossauros existiram e que sua extinção tem como teoria a queda de grandes meteoros na Terra que acabou por destruir a espécie. Mas além deles, já existiram outros animais que pouca gente sabe que existiram, por nunca visto fotos deles. Confira agora uma lista com os principais animais extintos:

Leão do Cabo (1865) – África do Sul           /           Lobo de Honshu (1905) – Japão
leao do cabo 300x213 Animais Extintos   Fotos












Periquito da Carolina (século XX) – EUA       /      Urso do Atlas (1844) – Norte da África
periquito da carolina 300x218 Animais Extintos   Fotos       urso do atlas 300x189 Animais Extintos   Fotos


Quagga (1883) – África do Sul              /               Vison Marinho (1894) – Canadá
         vison marinho 300x197 Animais Extintos   Fotos


Águia de Haast (século XVI) – Nova Zelândia / Caribu anão (1908) – Norte do Canadá
           caribu anao 300x224 Animais Extintos   Fotos

Leão do Atlas – 1922 – Norte da África      /    Tigre da Tasmânia (1936) – Ásia
leao do atlas 300x248 Animais Extintos   Fotos


Tigre do Cáspio – 1980 – Cáucaso
   

Ibex dos Pirineus – 2000 – norte da Espanha e sul da França
 


Mono- carvoeiro

 

Nome científico: Brachyteles arachnoides
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Atelidae
Gênero: Brachyteles 
Tamanho: Chega a medir 1,5 m de comprimento, com uma cauda de 67cm a 84cm.
Espécie: B. arachnoides
Peso: Chega a pesar 15 kg.
Categoria: O mono- carvoeiro encontra-se ameaçado de extinção.
Características: Tem pelagem bege espessa e macia, com anel de pelos mais claros ao redor da face. Não possui polegar. A coloração da pele da face, das mãos, pés, planta da cauda e do escroto é preta. Os machos tem caninos consideravelmente mais longos que as fêmeas. De braços e pernas longos e finos, gosta de se balançar nas árvores segurando-se apenas pela cauda, que é preênsil.
Alimentação: Come folhas, frutas e flores.
Habitat: O mono-carvoeiro é uma espécie de primatas Endêmico da Mata Atlântica do sudeste do Brasil (do sul da Bahia até o Paraná).
Reprodução: Os filhotes de Mono-Carvoeiro nascem um de cada vez, de 3 em 3 anos, depois de uma gestação de 7 meses.
Curiosidades: É considerado o maior dentre os primatas do continente americano. De hábitos diurnos, vive em pequenos grupos, no estrato superior da floresta, chegando a dar saltos de até dez metros na copa das árvores. Dorme durante parte do dia. É um animal dócil, mas sofre os efeitos do antropismo por várias vertentes:
  • destruição da floresta que é seu habitat original
  • caça ilegal nas áreas estatais preservadas
  • comércio ilegal em áreas privadas
A Associação Pró-Muriqui desenvolve pesquisas com o Muriqui do Sul no estado de São Paulo (Parque Estadual Carlos Botelho)desde 1993. Este é o único estudo de longo prazo com mono-carvoeiro em florestas não fragmentadas do Brasil. O principal foco de atuação destas pesquisas situa-se no continuum ecológico de Paranapiacaba, o maior remanescente natural do bioma Mata Atlântica ainda existente no país (210 000 hectares de floresta contínua). Promove treinamento de jovens estudantes em primatologia de campo, visando à formação de recursos humanos que serão os futuros tomadores de decisão nas áreas de conservação e pesquisa.

Cervo- do- pantanal

 




Nome científico: Blastocerus dichotomus
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Cervidae
Subfamília: Odocoileinae
Gênero: Blastocerus
Tamanho: Chegam a medir 2 metros de comprimento.
Espécie: B. dichotomus
Peso: Chega a pesar 150 kg.
Vida média: Vivem aproximadamente 30 anos.
Categoria: Ameaçado (vulnerável) de extinção.
Características: É o maior cervídeo da América do Sul. Estes, possuem chifres ramificados, com até 6 ramos em cada lado, atingindo até 50 cm de comprimento. Possui uma pelagem castanho-avermelhada com o focinho e as extremidades dos membros pretas, sendo que os cascos chamam atenção por possuírem membranas interdigitais.
Alimentação: As observações do cervo-do-pantanal sempre foram em regiões que são alagadas durante a estação chuvosa (principalmente onde existe a gramínea Andropogon) e sua dieta constitui-se de pelo menos 35 espécies vegetais, principalmente, plantas aquáticas como a Pontederia cordata.
Habitat: O cervo-do-pantanal é extremamente dependente de plantas aquáticas, de forma que habita áreas inundáveis com até 60cm de profundidade e com uma cobertura vegetal baixa, com territórios de até 64km² para os machos e 33km² para fêmeas. Ambientes ótimos para o cervo-do-pantanal se caracterizam pela presença de ciperáceas e gramíneas e é possível que ele se adapte a áreas mais antropizadas, desde que não seja caçado.Já habitou extensas áreas do Brasil Central, Bolívia, Paraguai, Peru e Argentina. Entretanto, sua distribuição está reduzida e restrita muitas vezes, a populações isoladas, como o que ocorre no estado de São Paulo (apenas são encontrados no Parque Estadual Aguapeí Parque Estadual do rio do Peixe). No Pantanal, na Ilha do Bananal, no rio Araguaia e no rio Guaporé e em várzeas remanescentes do rio Paraná, essa espécie ainda é relativamente comum.
Reprodução: As fêmeas se reproduzem uma vez por ano, com uma gestação de 271 dias, parindo apenas um filhote por gestação (dificilmente dois). Existe um pico no acasalamento entre outubro e novembro, mas é possível avistar mãe e filhotes o ano todo.
Curiosidades: cervo-do-pantanal, é também chamado de cervosuaçuetêsuaçupucu e veado-galheiro, é um mamífero ruminante da família dos cervídeos. Pouco se sabe do comportamento dessa espécie na natureza. Costuma não ser ativo à noite, e andar isolado, embora, possa ser avistado em grupos de até 5 indivíduos, sendo que geralmente, tais grupos constituem-se de fêmeas com filhotes, já que não foi constatada a formação de haréns. Tem quatro dedos, mas só caminha com os dois do meio que são protegidos pelo casco. Os cascos desse animal podem ficar completamente abertos e as duas metades em que eles se dividem se mantém unidas por uma membrana interdigital. Esses cascos evitam que o animal afunde no lodo. Algumas espécies podem correr a 65 km/h e dar saltos de até 5 metros de distância. Caçado por causa do chifre e de seu couro. Os índios da América do Sul fazem vários tipos de remédios com as galhadas. Os machos têm galhadas para poder lutar pelas fêmeas e decidirem quem será o líder do bando. Os principais motivos de sua ameaça de extinção é: a caça ilegal, destruição de seu habitat e doenças introduzidas por animais domésticos como a Febre Aftosa e Brucelose.

Tigre- de- Bengala


tigre-de-bengala (Panthera tigris) é uma das 9 subespécies de tigre. É uma das espécies mais ameaçadas de extinção dentre os grandes felinos do planeta, seja pela caça ilegal ou pela destruição de seu habitat. Estima-se que em 2008 existam cerca de 500 tigres-de-bengala livres no planeta; três das nove subespécies de tigres que existiam no planeta já estão extintas, e outras tendem a desaparecer pelo cruzamento genético entre subespécies diferentes.
Fundações como a WWF tomaram a frente da responsabilidade de propiciar a preservação dos tigres, mais especificamente do tigre-de-bengala e do tigre-siberiano (ainda mais raro). Estima-se que o percentual de tigres na Ásia hoje seja 40% menor do que em 1995, graças a esforços e ajuda humanitária, cerca de 15% já foi recuperado.

Lobo- Ibérico

 

Nome científico: Canis lupus signatus
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Gênero: Canis
Tamanho: Os machos chegam a medir entre 130 a 180 cm de comprimento, enquanto as fêmeas chegam a medir entre 130 a 160 cm.
Espécie: Canis lupus
Subespécie: C. lupus signatus
Peso: Os machos adultos pesam geralmente entre 30 a 40 kg e as fêmeas entre 20 a 35 kg.
Vida média: Em cativeiro chegam a viver 17 anos.
Categoria: Ameaçado (em perigo) de extinção.
Características: A cabeça é grande e maciça, com orelhas triangulares relativamente pequenas e olhos oblíquos de cor amarelada. O focinho tem uma área clara, de cor branco-sujo, ao redor da boca. A pelagem é de coloração heterogênea, que vai do castanho amarelado ao acinzentado mesclado ao negro, particularmente sobre o dorso. Na parte anterior das patas dianteiras possuem uma característica faixa longitudinal negra.
Alimentação: Sua alimentação é muito variada, as suas principais presas são o javali, o corço e o veado, e as presas domésticas mais comuns são a ovelha, a cabra, a galinha, o cavalo e a vaca. Ocasionalmente também mata e come cães e aproveita cadáveres que encontra, isto é, sempre que pode é necrófago. A vida em alcateia permite ao lobo caçar animais bastante maiores que ele próprio.
Habitat: Ainda no século XIX o lobo era encontrado por quase todo o território da Península Ibérica. Ao longo do século XX, a caça e a redução do habitat natural causaram sua extinção na maior parte desse território. Atualmente o lobo-ibérico está praticamente restrito ao quadrante noroeste da península. As pequenas populações ao sul do Douro em Portugal e no sul da Espanha estão isoladas da grande população ao norte da Península.
Reprodução: A época do acasalamento abrange o final do inverno e princípio da primavera (fevereiro a março). Após um período de gestação de 2 meses nascem entre 3 e 8 crias (lobachos), cegas e indefesas. As crias e a mãe permanecem numa área de criação e são alimentadas com comida trazida pelo resto da alcateia.Por volta de outubro as crias abandonam a área de criação e passam a acompanhar a alcateia nas suas deslocações.
Curiosidades: Os jovens lobos alcançam a maturidade sexual aos 2 anos de idade. Aos 10 anos já são considerados velhos. O lobo-ibérico vive em alcateia de forte organização hierárquica. O número de animais numa alcateia varia entre os 3 a 10 indivíduos e está composta por um casal reprodutor (casal alfa), um ou mais indivíduos adultos ou adolescentes e as crias do ano. A alcateia caça e defende o território em grupo.
Os indivíduos de uma alcateia percorrem uma área vital que varia em tamanho de acordo com as características da região. Em Portugal, as áreas vitais são relativamente pequenas, entre 100 e 300 km². Buscando presas, os lobos podem percorrer entre 20 a 40 km diários dentro do seu território. Essas deslocações ocorrem geralmente à noite.

Extinção e Extinções em Massa

A extinção
A extinção apesar de ser atualmente um fato aceito, a ideia da ocorrência de extinções durante a trajetória histórica da vida na Terra, somente recebeu adesão, após a divulgação dos trabalhos de Georges Cuvier. Este naturalista francês ao formular as leis da Anatomia Comparada possibilitou as reconstruções paleontológicas dos organismos que eram conhecidos somente na forma fóssil e que não tinham correspondentes vivos na atualidade, ou seja, extintos.


A extinção é uma questão de escala geográfica. A extinção local é a extinção de uma população em uma determinada região e não necessariamente de toda a espécie. Isso, em biogeografia, é um fator importante no delineamento da distribuição geográfica das espécies. Eventos de vicariância e de mudanças climáticas, por exemplo, podem levar a extinção local de populações e, assim, configurar os padrões de distribuição das espécies.

Atualmente muitos ambientalistas e governos estão preocupados com a extinção de espécies devido à intervenção humana. As causas da extinção incluem poluição, destruição do habitat, e introdução de novos predadores. Espécies ameaçadas são espécies que estão em perigo de extinção. Extintas na natureza é uma expressão usada para espécies que só existem em cativeiro.

Extinções em massa
Há periódicas extinções em massa, onde muitas espécies desaparecem em um período geológico de tempo. Estes são tratados com mais detalhes no artigo de eventos de extinção. O mais recente evento destes, A extinção K-T no fim do período Cretáceo, é famoso por ter eliminado os dinossauros.


Muitos biólogos acreditam que nós estejamos atualmente nos estágios iniciais de uma extinção em massa causada pelo homem, a extinção em massa do Holoceno. E.O. Wilson, da universidade Harvard, em seu O futuro da vida, estima que se continuar a atual taxa de destruição humana da biosfera, metade de todas as espécies de seres vivos estará extinta em 100 anos.


Uma das maiores provas disso é o fato de dois fungos, espécies consideradas livres da extinção, já estarem ameaçadas. Não há dúvida de que a atividade humana tem aumentado o número de espécies extintas no mundo todo, entretanto, a extensão exata da extinção antrópica permanece controversa.

De acordo com um relatório divulgado em março de 2005 pelo secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica, da ONU, a Terra está sofrendo a maior extinção de espécies desde o fim dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. O relatório concluiu que o objetivo definido no ano de 2002 de conter o ritmo de extinção de espécies até 2010 está cada vez mais distante e aponta ainda que a perda de biodiversidade, em vez de se estabilizar, está se acelerando.


Tanto no ambiente marítimo quanto em ambientes terrestres, um número significativo de ecossistemas estão ameaçados. Entre eles, mormente os recifes de coral e as selvas tropicais. Há uma seção especialmente dedicada ao desmatamento, que já destruiu uma média anual de 60 mil quilômetros quadrados, o que corresponderia a duas Catalunhas, desde o ano 2000. Os ecossistemas fluviais e lacustres, por sua vez, encontram-se geralmente em situação ainda mais crítica, já com cerca de 50% das espécies extintas no período 1970-2000.

"Os ecossistemas saudáveis proporcionam os bens e serviços de que os humanos necessitam para o seu bem-estar", aponta o relatório, que sintetiza em 92 páginas os dados científicos mais relevantes sobre a perda de biodiversidade.

domingo, 28 de outubro de 2012

Jacaré- de- papo- amarelo

Jacare De Papo Amarelo

Nome científico: Caiman latirostris
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylia
Família: Alligatoridae
Gênero: Caiman
Tamanho: Chega a medir 4 metros de comprimento.
Espécie: C. latirostris
Peso: Pesa em torno de 70 a 140 kg.
Vida média: Vivem aproximadamente 50 anos.
Categoria: Ameaçado de extinção.
Importância ecológica: Os jacarés são animais ecologicamente importantes, pois fazem o controle biológico de outras espécies de animais, pois se alimentam dos animais mais velhos e fracos que não conseguem escapar de seu ataque. Além disso, suas fezes servem de alimento a peixes e outros seres vivos aquáticos.
Características: Sua cor é esverdeada, quase pardo, com o ventre amarelado, o focinho largo e achatado. A cauda tem a forma de serra e é forte como um chicote. Os jacarés são animais de hábitos noturnos e durante o dia formam grupos para tomar sol.
Alimentação: Sua alimentação é baseada principalmente em peixes, anfíbios, pássaros e pequenos mamíferos. Essa dieta carnívora é facilitada pelos dentes fortes e a mordida potente. Podendo partir o casco de uma tartaruga com extrema facilidade.

Habitat: O jacaré-de-papo-amarelo é um jacaré típico da América do Sul, gosta de lagos, lagoas, rios, brejos e mangues e pode ser encontrado, também, em florestas tropicais, no Uruguai, Argentina e leste da Bolívia.
Reprodução: O acasalamento ocorre na terra ou em charcos com muita água.
Seu período de reprodução é entre janeiro e março, época das grandes enchentes dos rios. A fêmea coloca seus ovos, que são cerca de 20 a 50 ovos, 
num ninho construído entre a vegetação, próximo à água, e cobre os mesmos com folhas secas e areia, até eclodirem, o que demora cerca de 80 dias. Após a postura, a fêmea torna- se mais agressiva e nunca se afasta dos ovos, pois, estes podem ser presas de animais como o teiú, o quati e o guaxinim. 
Quando o momento do nascimento se aproxima, o filhote vocaliza de dentro do ovo para chamar a mãe e avisá-la que é hora de sair pro mundo. Os recém-nascidos vão direto pra água e se alimentam por conta própria, embora sob os olhares atentos dos pais, pois esses filhotes são presas fáceis para predadores como gaviões e outras aves.
Curiosidades:Apesar de predador e carnívoro, ele é uma vítima da poluição do seu habitat e da caça predatória. Felizmente, a caça foi proibida e a população desses répteis voltou a crescer, mas mesmo assim os jacarés-de-papo-amarelo fazem parte da lista de animais em extinção do IBAMA.
São conhecidos por este nome pois, durante a fase do acasalamento, estes animais costumam ficar com a área do papo amarelada.